Esta microfazenda vertical quer revolucionar o supermercado



São Paulo - A ideia é simples: uma pequena instalação para cultivo de hortaliças que garante alimentos orgânicos sempre frescos nos grandes centros urbanos. Mas o objetivo é ambicioso — revolucionar o varejo de alimentos agrícolas no mundo.

A startup InFarm desenvolveu uma pequena unidade para produção eficiente de verduras e ervas que traz o campo para dentro do supermercado e permite ao consumidor conhecer a origem do seu alimento. Em Berlim, funciona a primeira microfazenda vertical da empresa, instalada dentro de uma tradicional rede de supermercados europeia.

Semelhante a uma pequena estufa, a microfazenda foi apelidada de Kräuter Garten (jardim de ervas). Os clientes podem escolher à vontade suas próprias verduras e ervas colhidas diretamente do pé.

Por suas dimensões compactas, ela cabe facilmente em qualquer ponto de venda, estreitando a distância entre o campo e a cidade. Ao dispensar transportes de longa distância, ela também garante um menor impacto ambiental da produção.

Segundo seus criadores, as unidades podem ser configuradas para diferentes culturas, como tomates ou pimentas, e graças a sua natureza vertical, que permite “empilhar” os cultivos, ela pode produzir bem mais hortaliças por metro quadrado, e tudo isso ocupando pouco espaço.

"Imagine um futuro em que as cidades se tornam autossuficientes na produção de alimentos, onde as fazendas autônomas cultivam produtos frescos a preços acessíveis, eliminando o desperdício e o impacto ambiental", sugere a empresa em seu site.

A redução do desperdício é um dos apelos mais bacanas da empreitada. Para se ter uma ideia, nos países em desenvolvimento, cerca de dois terços dos alimentos são perdidos após a colheita e armazenamento inadequado.

Segundo o site Fast CoExist, o programa piloto da InFarm opera há cerca de seis meses em Berlim, e novas unidades devem ser fabricadas até o final do ano.

Nenhum detalhe foi dado sobre o custo das unidades, mas o co-fundador Guy Galonska comparou o seu modelo de negócio ao modelo da lâmina de barbear, “onde vendemos a tecnologia a preços relativamente baixos, em seguida, fornecemos todos os suprimentos e serviços adicionais, como o software, por exemplo."

FONTE: http://exame.abril.com.br/tecnologia/noticias/esta-microfazenda-vertical-quer-revolucionar-o-supermercado